Pé na estrada!

Estamos na era da internet, tudo gira entorno e por meio dessa. Notícias, informações, até as relações pessoais, e todo mundo questiona se isso causou ou não um esfriamento nos relacionamentos. Não estou aqui para discutir isso, mas o fato é que realmente a internet trouxe significativas mudanças para vida das pessoas, a vida real e a virtual perderam a linha tênue que as separavam e começaram a misturarem-se. Sempre tive uma opinião muito negativa quanto a isso, e advinha??? Estou eu aqui Blogando, traindo meus manuscritos, virtualizando minhas vida, fazendo com que informações e pensamentos meus sejam lidos por alguém que está longe de mim, enquanto os que me cercam nem saberão.

Quando o Everton me chamou para fazer um Blog, pensei que seria interessante, mas logo bateu preguiça, cansaço, desanimo e alguns dias de reflexão, dúvidas e etc. Quando pensei em aceitar ele me disse que isso era mais sério do que pensava. Era como casar e ter filhos, então novamente me veio dúvidas. Mais dias de reflexão, e preciso confessar, até orei por isso. E resolvi aceitar. Até ontem estava no séc. XX, hoje estou no séc. XXI, casada com um amigo, e mãe de uma criança verde chamada About Above. Rensgaaaaaaaaa, muita informação.

Nunca participei de Blog’s, mas costumo ler alguns. Estou começando esse com um cara super experiente no assunto e que escreve super bem, então a responsabilidade é bem grande. O conteúdo que pretendemos colocar aqui é bem variado, vai de verdades até verdades que não aconteceram. Não virão separadas, mas sim misturadas, entrelaçadas e o principal é pretendemos colocar dois lados de uma mesma história. O que, em minha opinião, é fascinante. Geralmente sabemos o nosso lado da história, descobrir o outro lado é quase mágico. Ter acesso ao outro lado, ao lado que vivemos imaginando, baseado em entrelinhas e minúcias é realmente o desejo de qualquer pessoa curiosa como eu! Estou empolgada e espero que ela não passe tão cedo.

Para começar acho que cabe uma apresentação. Sou Ágatha Bezerra, goiana de nascimento e nordestina por pai e mãe, conseqüentemente arretada e agitada por natureza. Estou em um momento de aprender a ser bem mais passiva e flexível com as coisas e pessoas. Talvez seja falta de coragem, preguiça, cansaço ou sei lá o que, mas aprendi a não lutar por certas coisas, não insistir em outras e a abrir mão de várias. Isso me fez ser mais paciente _mas preciso ser muito mais ainda_ menos ansiosa e me decepcionar menos com pessoas, acontecimentos e expectativas. Isso fez bem para mim. Pelo menos parece que sim. Mas teve os efeitos colaterais, perdi o gosto ou o habito (ainda não sei) de fazer planos gigantescos, combinar coisas, saídas, viagens, programas e etc. Esperar eu fazer isso é cansativo! Prefiro ficar com a difícil tarefa de comparecer ou não. Tenho uma segunda realidade particular e ela é docemente melancólica, tenho certo gosto por isso. Algumas pessoas não entendem, enquanto isso eu vou vendo beleza e poesia onde muitos não vêem.

Gosto de coisas simples. Detalhes. Para mim não precisa de muito se a companhia for boa. Não gosto de lugares cheios, a não ser que esteja com pessoas com quem me sinta à vontade, com minhas primas por exemplo. Com elas qualquer lugar. Gosto de novidades e de conhecer lugares e comidas diferentes, se pudesse daria a volta ao mundo comendo coisas diferentes. Acabo de entregar outro gosto: amo viajar. Gosto de sorvete, chocolate e dormir no chão. Amo cinema e caminhar. Tenho 20 e ainda sou uma moleca. Talvez seja hora de virar uma mocinha(?!), mas subir em árvore e me sujar de lama ainda é muito bom. Então crescer vai ficar para mais tarde.

Estou estudando para ser Publicitária. Na verdade para ser a melhor, mas tenho um longo caminho até lá. Sou apaixonada pelo que faço, adoro criar, inventar e imaginar coisas, apelidos nomes e todo resto. Por causa disso sei que se morrer velhinha, vou morrer louca, o que é muito triste, porém é melhor ir se acostumando com a idéia.

Conto com Deus para TUDO, porque sem Ele não adianta o caminho ser bonito. Nasci em uma família crente e só Deus sabe como sou grata por isso, por ter nascido em lar cristão, e pelas obras, bondade e misericórdia que tem com minha família. Servir a Ele é a razão da minha existência, a razão básica de estar no Mundo. Sou grata por cada coisa que Ele me deu, principalmente por uma negâ maravilhosa que tenho que cuidar. Não vejo minha vida sem Deus, e apesar de ser cheia de defeitos gigantescos tenho tentado servi-Lo com tudo que há em mim.

Isso é um pouco do redemoinho de contradições que PENSO que me forma. Sou tudo isso e muito mais, e muito menos, mas existe um lugar que sou apenas a filha caçula do Pedro Lacerda, que casou com a Socorro, e isso é a informação mais relevante em minha opinião, porque quando estou nesse lugar posso ser simplesmente eu sem definição alguma. Isso me faz bem.

Bem vindos, aqui começa nosso caminho!

Que seja doce.

OBS: Tenho um desejo secreto de reinventar o gosto da chuva e das tarde de sábado.

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