Meus manuscritos.

         Esse é um post estilo Vídeo Show no final do ano: foram 2.1482 beijos, 569 escorregões, 25.459kg de DVD usados… e por ai vai. Porém irei fazer uma análise menos minuciosa, pois isso é coisa de quem não tem o que fazer ou ganha (bem) por isso. A justificativa do meu post de fim de ano no meio do ano é bem simples, chego ao fim de mais um diário. Restam-me apenas 8 oito folhas em branco que usarei provavelmente para um balanço geral do período que nele está escrito. Com esse chego a 8º diários.

1º: 8 de Julho de 1997 _ 02 de Julho de 1999

2º: 10 de Dezembro de 1997_ 1º de Janeiro de 2000

3º: 18 de Agosto de 2002_ 13 de Janeiro 2003

4º: 18 de Fevereiro de 2003_ 7 de dezembro de 2004

5º: 8 de Dezembro de 2004_ 28 de Fevereiro de 2006

6º: 5 de Março de 2006_ 22 de Janeiro de 2007

( + umas 40 paginas de anexo; 28 de Janeiro de 2007_ 30 de Abril de 2007)

7º: 14 de Maio de 2007_ 17 de Setembro de 2008

8º: 7 de Outubro de 2008_ 15 de Julho de 2010-07-2010

             Não sei quando começou a vontade de escrever e ir guardando folhas e mais folhas, o certo é que me parece ser um hábito que nutro desde sempre. Percebo que quanto mais velha vou ficando, mais a vontade de escrever vai aumentando. Talvez porque as histórias vão ficando mais interessantes, o futuro passa a ser algo palpável e mais conseqüente dos atos e escolhas do presente. Olhando em datas, parece que perdi pouco tempo de um diário para o outro, mas lendo percebo como alguns saltos deixaram lacunas imensas nos meus escritos.

             Fico pensando o que fazer com eles, publicar ou não; não deixar meus filhos lerem, criando assim uma aura de mistério em torno deles e depois deixá-los de herança para alguma neta curiosa. Queimá-los em uma fogueira, esquecer dentro de um ônibus ou em alguma biblioteca pública. Muitas opções e muito tempo para pensar, por enquanto eles vão ficando somente como o meu lugar de desabafo, onde posso contar tudo baseado no meu ponto de vista, com as minhas emoções confusas e minhas razões inexplicáveis.

             Meu 1º e 2º diários foram simultâneos, coisa que eu não lembrava e continuo sem lembrar. São poeminhas, outras coisas de meninas e histórias de crianças. Essas últimas são simples, mas me dão uma base sem tamanho para entender a formação do meu “Tanque de Amor”. No segundo tem uma participação de Camila aos 8 de Dezembro de 1997 dizendo que: “mesmo que você saia da escola seremos amigas para sempre.” Não era mentira. Nessa época os diários ainda eram coletivos e costumavam ir passear na casa de amigas _ não permitir que uma amiga lesse o seu seria o mesmo que recusar exílio político em época de guerra civil para a própria mãe.

             O 3º diário queria livra-me dele, reescrevê-lo e então… fogueira! Mas perderia todos os meus desprezíveis erros de português, a infantilidade das minhas palavras e a futilidade das minhas atitudes.  Enfim, não gosto dele. O 4º sai do mundo dos diários comprados e ganha o mundo dos cadernos, um brochura de 200 folhas. Depois adotei cadernos grandes, o 5º passou para um caderno de folhas recicláveis com marcações laterais para dias especiais e diversas figuras. Tudo ficava esteticamente muito poluído. O 6º diário também era assim, novamente folhas amareladas e amarronzadas só que dessa vez envelhecidas. Cansada de relatar dias e mais dias, resolvi que precisava escrever para alguém, precisava acreditar que de fato alguém estava me ouvindo, ai nasceu Alaor. Ele era uma espécie de parente distante que eu escrevia sempre para o manter informado de tudo que acontecia por aqui. Mas ele começou saber demais de mim, dos meus segredos e isso me deixava preocupada. Ele também não retornava as a cartas… não precisei mais que isso e matei Alaor. Foi um crime bonito, com direito a uma carta melancólica de despedida.

             Nesse 6º diário  tem um anexo de umas 40 páginas que embuti nele para não comprar outro caderno. São lindas páginas brancas, que por escuro só continham o conteúdo. Foi quando não passei no vestibular e tudo nublou, porém tenho uma afeição especial por ele uma vez que ele contém um amadurecimento notável, decisões importantes e etc.

             Gosto do 7º literalmente e esteticamente, poderia inclusive chamá-lo caderno dos sonhos. Têm duas coisas em especial nele, três figuras coladas na contracapa que resumem algumas coisas em mim, e uma folha em que em um lado tenho uma pequena lista de “10 coisas para fazer antes de casar” e no verso “10 lugares para ir antes de envelhecer”. Sobre as três figuras, deixo para contar no próximo post; os 10 lugares ainda não estão finalizados e entre as outras 10 coisas conto apenas que existe a seguinte coisa a se fazer antes de casar: encontrar um grande amor. Nessa época aprendi, com Machado de Assis, a escrever depois que as emoções tenham passado, para que tudo possa ser enxergado com mais clareza. Comecei a praticar isso, e a quantidade de palavrões diminuiu imensamente.

             Esse 8º e último (até o memento) é um senhor de 10 matérias. Escolhi um maior porque queria que durasse mais, para poder ficar com minhas histórias e anexos por mais tempo… é muito ruim se desfazer delas. São necessárias algumas páginas para se apaixonar pelo próximo diário, e isso requer tempo. Mas não é a primeira vez e não será a última que isso acontecerá, porque ainda preciso de muitos cadernos para fazer um seriado infinito com o MEU Sexy and the city.

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