O Assassino das Estátuas – Parte 1

Conto Vencedor do 1º Concurso de Contos de Terror da Área N

            Durante uma madrugada, um casal de adolescentes estava voltando de uma festa na cidade de Trindade, quando comentavam sobre o fato de ser engraçado ter na cidade, muitas rotatórias com estátuas de santos. Ao atravessar a rua eles se deparam com a estátua de Santa Luzia, e acham curioso o fato de ela estar segurando um prato. Porém onde normalmente teria olhos, eles encontraram algo mais aterrorizante: Uma cabeça decepada.

            No começo acreditaram ser parte da estátua por desconhecer os santos, porém ao chegar mais perto perceberam que o sangue ainda gotejava por sobre o prato caindo sobre os pés da estátua. Mas ainda cético quanto à veracidade do que ocorria, chegaram mais perto pra verificar e sentiram um cheiro forte de carne a apodrecer que exalava de perto da estátua.

            Quando mais perto do objeto, percebeu-se que estava com a face virada para o busto da estátua, e resolveu virá-la para si. Ao fazê-lo veio então o susto. A cabeça era realmente real e estava sem os olhos, que repousavam junto aos olhos da própria estátua no prato.

            Assustado ele saiu tropeçando nos arredores da estátua e percebeu um vulto que passava pela rua superior. O medo nele se aflorou e, agarrando a mão de sua companheira que chorava e estava em estado de choque, ele partiu direto pro quarteirão mais próximo, destinado a sair de perto daquele lugar. Virando-se pra trás, percebeu que o vulto que notara estar na rua de cima estava agora junto à estátua e, por meios que ele não pode perceber, ele atirou algo no poste de luz que o fez apagar-se deixando a estátle atirou algo no poste de luz que o fez apagar-se deixando a estra junto ireto agarrando a mrne recelando ao passarem,ua no mais absoluto escuro.

            Ao virar a rua ele encontra um hotel, bate nas portas, mas não é atendido, até que uma mão repousa sobre seu ombro. Era o dono do hotel que estava curioso com o porquê de tanto desespero pra querer entrar. Após explicar o fato, o dono do hotel, não acreditando no que falava o rapaz, se dirigiu até a estátua de Santa Luzia pra verificar o que realmente se passava e ver se era verdade o que lhe foi passado. Ao chegar ao local, ele se depara com a mesma cabeça que o jovem havia descrito e percebe que o rosto está começando a entrar em estado de inchaço. Assustado, ele pega o celular e telefona com pressa para a polícia local.

            Na mesma madrugada, uma viatura da polícia chega ao local com o sargento responsável pela área. Ao ver a cena fica chocado, mas com a frieza de um policial, e a movimentação da polícia deixa alguns curiosos  às janelas, de onde surgem alguns rumores do que seria aquilo. Mas o sargento inicia a investigação, atrás de quem seria o assassino, mas preocupado primeiramente com quem era a vítima. O caso teve uma repercussão na mídia local, deixando a população chocada, mas logo caiu no esquecimento.

            Dias depois da festa de Trindade, a cidade estava a voltar a seu ritmo normal: Pessoas que saíram em temporadas voltavam, ruas estavam voltando a estar limpas, lixo sendo recolhido e coisas do tipo. Nada de anormal, fora os crimes comuns de rixas de gangue ou mesmo briga de pessoas alcoolizadas. Mas na noite da quinta-feira seguinte a esses fatos, uma mulher voltava da casa de sua amiga em cima de sua bicicleta, com pressa pelo motivo de ter ficado até tarde demais. Ao virar a rua se depara com a rótula onde está a estátua de Santa Cecília, porém aos pés da estátua algo de anormal, algo amorfo que ela não entendia o que era até chegar perto e perceber que o chão estava manchado de sangue e viu que aquilo que lá estava era uma cabeça decepada.

            Ela se assusta com o fato de ver a cabeça quando percebe que na rua abaixo alguém a observa e, de imediato, começa a correr em sua direção. Ela tenta pegar a bicicleta, mas o tremor não a ajuda e a faz cair no meio da rua, porém aquela sombra que se aproximava era mais rápida e corria sem diminuir a velocidade. Quando ela percebeu, a sombra se transformara em um homem de alta estatura, e a partir daí, de nada mais ela lembrava, e dois dias após ela estava já considerada como desaparecida.

            Na cidade os rumores aumentaram ao perceber que a segunda cabeça encontrada decepada era de uma das testemunhas que encontraram a primeira, a namorada que acompanhava o rapaz que fez a denúncia. Isso somente foi notado pela fotógrafa perita Amanda, que ao analisar uma das fotos do local, notou que a mulher que chorava ao fundo possuía as mesmas características faciais da pessoa que foi encontrada morta na estátua de Santa Cecília. Com isso, ela pensou na hipótese de o assassino tê-la assassinado apenas por estar no local, da mesma forma que poderia ter assassinado-a por uma acaso. A polícia em si se encontrava perdida, por não haver nenhum indício de como, nem quando ter sido executado o assassinato, e em um primeiro momento também não relacionou os dois crimes.

            Mas por uma coisa ninguém esperava, outra cabeça decepada e ensangüentada foi encontrada sobre a estátua de São Sebastião. Essa sim chamou muito a atenção da cidade por ser a cabeça da esposa do dono do hotel mais famoso da cidade. Porém, uma coisa assustou os moradores: sobre sua boca estava uma maça. Qual o significado disso tudo? Ninguém sabia. Quem havia o feito? Também ninguém. Agora a cidade tinha certeza que se tratava de um serial killer que estava disposto a matar quem entrasse em seu caminho, mas a maioria queria acreditar que todos os assassinatos que até ali ocorreram foram com alguma espécie de motivo, assim aliviava mais a população. Essa era a hipótese aceita pela polícia, aterrorizada por nenhuma espécie de prova deixada pelo assassino.

            As pessoas da cidade deixavam menos suas casas à noite, porém, sempre há os adolescentes céticos que jamais acreditam no que rege a sociedade. Um deles saiu com sua namorada em direção a uma festa do pessoal da escola. O som automotivo se ouvia de longe. Sua namorada estava tensa, naquela rua em que andavam ninguém em vista. Seu namorado olhava pra ela e fazia piadinhas quanto a arrancar sua cabeça ou coisas do gênero, com ela sempre pedindo pra parar. Até que eles passam pela rótula de Moisés. Ele nada percebe demais quanto à estátua, porém ela o agarra dizendo estar apavorada. Ele diz que ela precisava beber alguma coisa, porém ela não gosta da piadinha e começa a andar mais rápido. Quando, sucintamente, seu namorado dá-lhe um puxão do nada. Ela se apavora e percebe que ele leva as mãos à garganta. Ela percebe então um vulto obscuro que se posta por trás do namorado sendo estrangulado e quando ia gritar de horror, percebeu a cabeça de seu namorado saltar fora do corpo, desmaiando em seguida. Porém, desse desmaio ela não mais acordou.

            Na cidade do pavor se instalou mesmo dois dias depois, quando sobre a mesma estátua apareceram as cabeças decepadas desse casal de namorados. Amanda novamente se dirigiu ao local a fim de tentar descobrir se havia algum indício de que era realmente o mesmo assassino dos casos anteriores, e não restava dúvida alguma de que era sim o Assassino das Estátuas, que era como a mídia se referia a ele. Porém o que ninguém esperava era que a polícia não conseguiria nenhum indício ou nenhuma pista. Porém alguém achou. Era uma moradora que morava perto da estátua de Moisés e que talvez pudesse saber algo. Porém, a polícia estava receosa quanto à segurança daquela mulher e colocou Amanda para ser uma espécie de guarda à paisana. Ela no começo não gostou muito por não ser uma policial em si, mas a idéia de que poderia sim achar O Assassino das Estátuas a fascinava. Ela queria saber o que havia por trás daquela mente doentia e má.

            Nenhum indício de perigo havia sido notado até aquele momento, até que ela percebeu que alguém a observava quando ela estava na varanda. Um homem apático, mas que tinha um olhar misterioso. Passava pela porta da casa muitas vezes ao dia e sempre com uma espécie de sacola na mão. Amanda um dia tentou segui-lo, porém ela percebeu que ele se dirigia pra outro local que não era muito famoso. Era uma fazenda meio afastada da cidade. Mas o que a intrigava seria qual a intenção de ele estar a rondando ou se era mera paranóia da mesma.

            Mas o que nem Amanda esperava era que no outro dia, ao abrir a porta, ela se depara com uma caixa, que em seu interior continha uma mão direita humana, decepada e fechada. Ela conteve o grito e se afastou atemorizada, mas sabia que aquilo devia ser analisado pela polícia. E assim o foi, mas ao chegar à perícia uma coisa havia passado despercebida. Dentro da mão fechada tinha um bilhete escrito: VOCÊ É A PRÓXIMA. Amanda sabia que aquele bilhete era pra ela e começou a suar, mas controlou-se e pôs-se a pensar o que faria dali em diante.

            Ela havia perguntado o porquê de ter sido escolhida, e a única razão que havia achado era por ser a única a estar em todas as cenas dos crimes. Nem mesmo o sargento ou qualquer outro policial havia estado em tantos locais de crime desse assassino quanto ela. Mas como ela se livraria então desse maníaco com segurança. Começava ali uma espécie de luta contra si mesma pra saber se ela se controlava ou se perdia a cabeça.

            Todos na rua pareciam suspeitos com seus olhares assustadores, estranhos ou até mesmo silenciadores. Ela sabia que a qualquer momento poderia estar sendo capturada por qualquer um e todos podiam ser esse QUALQUER UM. Mas ao chegar em casa, já dispensada da guarda à paisana que tinha feito à vizinha da estátua de Moisés, ela percebe outro pacote, agora com uma mão esquerda e decepada e sabia que dentro daquela mão fechada haveria uma mensagem. Dito e feito. A mensagem é: MUDANÇA DE PLANOS, DEIXAREI VOCÊ PRA DEPOIS. Isso em uma esmiuçada caligrafia e bem cuidada, como se aquele bilhete fosse escrito na maior calma e capricho. Daí analisando o conteúdo ela percebe que não será a próxima vítima. Mas quem seria então?

Ela se lembra subitamente da senhora vizinha à estátua de Moisés e sai correndo pra pegar seu carro e ir em direção à casa dela. Porém ao chegar lá tudo estava escuro e sombrio, ao tentar ligar o interruptor, nenhum sinal. Ela sai pra fora e percebe que o padrão de luz está desligado. Ao ligá-lo, as luzes se acendem e ela percebe pela primeira vez que seus pés estão ensangüentados. Ao olhar pra sala ela nota que o chão está coberto de sangue e na porta da cozinha ela vê que há alguém deitada na cozinha. Era a dona da casa, ou pelo menos era quem se parecia, por não ter mais nem as mãos e nem as cabeça.

Ela sai desesperada pra fora com seu celular na mão tentando ligar para a polícia, quando ela tropeça em algo que ela não sabe o que é. Quando ela percebe…

Continua…

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