O Assassino das Estátuas – Parte II

Continuando…

Ela sai desesperada pra fora com seu celular na mão tentando ligar para a polícia, quando ela tropeça em algo que ela não sabe o que é. Quando ela percebeu era outro corpo, porém esse era masculino, e usava um Uniforme, que era idêntico ao do Sargento, onde mais tarde ela o confirmaria.

Agora ela percebia que o caso estava se tornando mais grave, principalmente após ser informada que as cabeças da dona-de-casa e do sargento estavam, respectivamente, nas primeiras e segundas estátuas da via-sacra. E escrito de sangue na próxima estava o nome de um dos policiais que estavaenvolvido nas investigações. Esse policial então pediu transferência e tratou de retirar-se da cidade junto à sua família.

A ida de sua casa estava indo bem, após de colocar as malas no carro, porém ao chamar sua esposa e seu filho para irem embora, não houve nenhuma resposta. Ao entrar na casa, uma barra de ferro voa em direção à sua cabeça deixando-o inconsciente.

Ele acorda durante a madrugada, amordaçado e com as mãos atadas em frente à terceira estátua da via-sacra ele olha dos lados e não percebe ninguém. Mas quando ele se vira ele vê uma pessoa com o rosto coberto por uma espécie de capuz coberto por sangue. Desesperado, o policial consegue tirar a mordaça e pergunta sobre sua mulher e filhos e o a pessoa em frente a ele, friamente, diz que estão sedados dentro de um bosque fora da cidade. O policial tenta se desvencilhar das cordas, porém a única coisa que pôde perceber após o estranho tirar o capuz eram os olhos castanhos claríssimos que o frio assassino possuía. Ele perguntou o porquê disso tudo e o assassino apenas respondeu: VOCE NÃO VÊ O MUNDO COMO EU VEJO!

Após essa frase ele disse:

-Você cairá aqui!

E após isso, colocou novamente a mordaça nele, o pôs de pé e com uma marreta começou a bater com intensa força sobre o corpo do sargento, menos na cabeça e os gritos eram abafados pelo barulho de um caminhão de jardinagem que passou a circular na região, a mando do Assassino das Estátuas. Após a quinta pancada, percebeu que não havia mais vida naquele corpo, e daí cumpriu o seu ritual de decepar a cabeça e as mãos do indivíduo.

Porém pelo o que ele não esperava era ver de longe Amanda. Ela, com os olhos fulminando de raiva, estava a apontar pra ele o dedo. Nisso o caminhão de jardinagem tentou fugir, mas do nada surgiu uma viatura da polícia o interceptando. Vários policiais armados conseguiram cercá-lo. Ele, friamente, se entregou. Ao ser posto no carro de polícia, não tirava nem o sorriso do rosto e nem mesmo os olhos dela. Ela, com muita raiva, virou-se e pôs-se a caminhar em direção à quarta estátua, que possuía seu nome escrito com sangue.

Chega então o momento da confissão. O assassino em uma sala começa então a confessar tudo e o porquê de ter feito tais assassinatos.

“Tudo começou quando eu tinha uma vida comum e nada era anormal. Trabalhava, tinha terminado meus estudos e estava pra começar um novo curso. Ao passar em frente à biblioteca, eis que vejo no chão um livro com a capa verde e sem nome. Fui devolve-lo na biblioteca, mas lá ninguém recusaram-se a receber o livro, isso porque o livro não era de lá nem constava nos formulários ou cadastros. Resolvi leva-lo pra casa. Tudo ia bem, era uma história simples, mas quando cheguei na página 77, alguma coisa havia mudado.

Senti como se algo que estava dormente em mim tivesse sido posto à tona naquele instante. Senti uma fome imensa e uma vontade enorme de comer carne, coisa que eu não sentia desde meus 14 anos que foi quando me tornei vegetariano. Mas uma coisa me impressionava. Eu sentia uma força imensa dentro de mim, acompanhada por uma enorme raiva sem motivos de todos ao meu redor. Tentei voltar a ler o livro, mas o pensamento já não se prendia mais nele, ainda faltava terminar o livro, mas eu sabia que nenhum final estragaria aquela história. Já o considerava o melhor livro que já li.

Voltei à biblioteca querendo mais informações sobre esse tal livro, e o bibliotecário fez pouco caso de mim e de meu livro, ainda supôs ser um livro

qualquer que alguém não gostou e jogou fora. Nisso uma raiva imensa cresceu dentro de mim pelo descaso com aquele livro tão bom. Até que a folhear o livro na última página estava escrito que apenas uma pessoa era digna de explicar sobre o livro: Aquela com a marca.

Ao chegar em casa, nada mais me era importante e passei a comer carne cada vez mais vorazmente, até que um dia percebo que minha empregada pegou meu livro sobre a mesa e começou a lê-lo. Sim, eu havia dito pra ela não tocar naquele livro, ela disse que só estava passando os olhos sobre ele. No outro dia eu acordei com um barulho estranho vindo da cozinha, eu a vi colocar o livro dentro de uma lixeira e ia colocar fogo nele, por vingança talvez. Ela me disse que era melhor pra mim que aquele livro fosse destruído. Corri em direção a ela, derrubei-a no chão e comecei a esfaqueá-la com toda minha fúria. Era uma cena funesta sim, mas uma coisa me impressionava: Eu comecei a sentir prazer em matá-la.

Ao abrir o livro, minha mente se abriu junto e comecei a ler de onde parei, sentado em cima ao lado daquele corpo já sem vida daquela mulher. E vi que a história dizia sobre uma espécie de ritual, onde pra purificarem-se, os assassinos tinham que sacrificar aos santos da Igreja Católica aqueles que possuíam a marca. Indagado com o que seria essa marca, virei a página e vi uma figura do que seria A Marca. Mas o que não esperava era que essa Marca estava sobre o ombro de minha empregada.

Mais adiante no livro, li que uma marca se ligava a outra de uma forma que apenas o acaso entendia. Resolvi então fazer o sacrifício dela em um ritual como mandava o livro. Decepei-lhes as mãos, que segundo o livro servia como forma de transmitir uma mensagem e por fim sua cabeça. Ao andar próximo à estátua de Santa Luzia, passei por um casal e vi que a moça possuía também essa marca sobre o antebraço. Cumpri o ritual e percebi que eles chegaram perto demais. Tive que me esconder por uns instantes, mas daí comecei a persegui-los pra ver o que daria. Meu rosto eles não viram sem dúvida. Até que chegaram perto do hotel. Escondi-me em uma sombra e antes que a polícia chegasse, dei uma espiada no hotel. Na parede a fotografia de uma mulher, que depois constatei ser a mulher do dono, também com a marca, dessa vez na perna.

Quando reparei onde morava a tal mulher que tinha a marca no antebraço, comecei a segui-la e descobri que morava perto da estátua de Santa Cecília. Passei a rondá-la e resolvi um dia aborda-la quanto à marca que ela possuía e sobre o livro. Ela riu de mim e disse que eu estava querendo saber demais, e que não me devia explicações nenhuma. Uma raiva inundou-me ao perceber que ela sabia sim o que eu queria saber, e abordei-a com mais energia, porém ela se desvencilhou e passou a andar mais rápido. Ela estava a fugir quando consegui desacorda-la com uma pedra.

Carreguei-a pra minha casa e tentei faze-la confessar o que sabia sobre o livro e a Marca e ela disse que jamais contaria. Respondendo-a disse que ou confessava ou morria, ela preferiu morrer. Peguei minha tesoura de jardim e fui cortando-a pouco a pouco. Ela se debatia na cadeira e gritava, mas como a tinha amordaçado ninguém a ouviu. Após eu cortar seu antebraço com a Marca, ela desmaiou e finalizei encravando a tesoura em seu peito. De onde arranjei forças pra fazer tal ato nem eu sei responder. Cumpri o ritual normalmente.

Além dela, minha vizinha tinha o hábito de chegar tarde em casa em sua bicicleta, ao notar isso nada me incomodava ou chamava a atenção, até que vi um dia, enquanto ela usava uma blusa de costas nua. E vi que aquela marca estava nela. Mas primeiro tinha que “cuidar” da velha do hotel. Quando ela saía pra ir à

feira, a segui sem ela observar, mas quando ela ia entrando na rua principal, eis que a interceptei cumprimentando-a e ao passar deixei cair uma barra de ferro sobre a cabeça dela.

Coloquei-a no carro e quando ela começava a acordar, meio tonta ela reclamava da dor de cabeça, mas com motivos. Perguntei-a sobre o livro e ela disse que nada me revelaria sobre ele, que seus segredos não eram dignos de quem não possuísse a marca. Muito menos seu nome. Ao chegar em casa, fui até a cozinha e trouxe uma bacia com água que eu fervia pra cozinhar. Disse-lhe que ou ela contava-me ou então ela sentiria o quanto a água estava quente. Nem assim ela se abriu. Dei-lhe um pontapé em sua canela, ela gritou e com isso comecei a despejar água quente garganta abaixo. Ela continuava resistindo e gritando, e eu insistia em que ela falasse e ela apenas gritava. Dei-lhe uma trégua, porém ela apenas me chamou-me de imundo e disse algumas palavras ininteligíveis. Percebi nesse momento que eu tinha prazer em fazer aquilo, de alguma forma eu estava muito feliz com isso tudo. Meu coração pulsava, minha mente estava a mil por hora. Se existia compaixão dentro de mim, ela foi substituída por uma imensa raiva que me fez bater com a panela ainda quente em sua cabeça, até que ela desacordou. E não voltou mais a acordar.

Ao sair na rua, minha vizinha passou de bicicleta em minha frente. Eu a segui correndo chamando-a, fingindo precisar da ajuda dela em minha casa. Ela entrou. Tranquei a porta e disse que queria saber sobre a marca. Ela disse que eu não seria capaz jamais de saber nada sobre ela. Falei que ela mal esperava saber o que a reservava. Dias depois ela achou a cabeça da menina que estava a acompanhar o rapaz que achou a cabeça de minha empregada e que por sinal, também possuía a tal marca. Mas ela eu até que não torturei tanto, apenas fui com um machado decepando as pernas dela, pedaço por pedaço, e ela não falava nada, não revelava nada, nem sobre a marca, nem sobre o livro. Até que minha alegre raiva explodiu e decepei-lhe a cabeça. Resolvi não cumprir o ritual de purificação com ela ainda e coloquei-a após cumprir o ritual com a dona do hotel.

O mesmo eu fiz com um casal que estava indo pra uma festa e ele tinha uma marca. Decepei-lhe a cabeça com um fio, e a menina desmaiou. Ela não tinha a marca e me pegaram em um dia ruim, eu já tinha decidido matar TODOS os que tinham a marca, e os envolvidos com ela. Até que um senhor fazendeiro disse-me que sabia sobre minha obsessão sobre a Marca e me disse que me falaria tudo sobre o livro, se eu conseguisse destruir quem liderava os que possuíam A MARCA. E ela era quem eu menos imaginava, aquela perito da polícia que estava em todos os crimes que eu cometia. Percebi então que ela sabia quem eu era e o que eu pretendia e ela ia atrapalhar meus planos. Decidi então que tinha que matá-la pra livra-me e para descobrir o mistério do livro.

No dia que descobri pelo livro que as mãos eram um aviso de que a morte estava perto, descobri pra que se decepavam as mãos. Daí peguei uma das mãos que decepei, escrevi uma mensagem e atirei junto à porta de onde ela estava. O sargento achava que eu escolhia as vítimas por sua presença na cena do crime, quando na verdade era como o livro dizia: “Uma marca se ligava à outra”. Porém sem saber como, o sargento descobriu que era eu que estava a cometer os crimes. Então pensei e percebi que era culpa daquela perita. Uma raiva se inflamou de dentro de mim e então fui atrás do Sargento e o fiz entender que não se põe raiva em mim. Mas não foi só ele. Percebi que a “protegida” por aquelazinha já estava a par de toda a história. Tive que eliminá-la também. Foi quando percebi que só faltava uma pessoa no caminho entre mim e Amanda. Um policial medroso.

Fui atrás dele e consegui apanha-lo. Depois dele era só eu apanhar Amanda, eliminá-la e descobrir, finalmente, tudo sobre o livro. Porém, quando estava deixando o corpo do policial, percebi que era uma cilada e que Amanda lá estava, com aquele olhar de raiva e com um leve sorriso diabólico. Ela sabia que eu não descobriria nada sobre o livro. Mas ela que me aguarde.”

Terminado o depoimento, o delegado perguntou sobre o paradeiro de Amanda, porém ninguém sabia. Organizou então uma busca sobre o tal livro na casa do acusado. Ao chegar lá, uma surpresa: Amanda estava no meio da sala, e dessa vez com os cabelos amarrados, de onde dava pra notar nitidamente A Marca sobre sua nuca. Ela estava a queimar algo no chão, o que veio a constatar ser o livro que o Assassino das Estátuas se referia.

Depois disso, ninguém mais ouviu falar sobre Amanda, e o Assassino das Estátuas morreu de ataque cardíaco na prisão, após saber que o livro tinha sido queimado por Amanda. E Amanda, ninguém mais ouviu falar sobre ela. Porém o que ninguém esperava que tivesse acontecido era que o senhor fazendeiro havia trocado os livros na casa do Assassino das Estátuas, e ao saber sobre a morte dele, ele estava sobre sua cadeira de balanço sorrindo diabolicamente, imaginando onde deixaria e quem encontraria o livro da próxima vez.

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