Escravo do Platonismo VI

Esta história é baseada em fatos reais…O que não significa que tudo nela seja uma verdade.

Para um melhor entendimento sugere-se uma rápida lida no final do último capítulo.

Depois de tanto tempo, voltei a ser um ilustre desconhecido, o “menino do banheiro” se fora e como gostei de meu anonimato. Uma nova série, alguns novos colegas e Kássia se foi. Por um lado achei ótimo, claro, meu coraçao era pequeno demais pra tanta patada que estava levando, mas as coisas foram mudando e até mesmo amores platônicos minguam, claro que com uma dose exagerada de realidade injetada.

Mas paixões platonicas tem algo que me impressionam. Elas nunca cessam, apenas se dedicam a novas experiencia. Simples não. E foi justamente o que aconteceu. Ela estudou comigo na primeira série mas eu estava cego por aqueles egoístas olhares de Kássia que so queriam meus olhares pra ela. Passei a notá-la logo após um fato que deveras é curioso.

Para situar na história eu estudava em um colégio católico, e como era de praxe, tinhamos as vezes que assistir algumas missas na Capela da escola. Em uma dessas sentei-me no banco de sempre e tirei meu caderninho para anotar idéias aleatorias, algo nao muito comum para um rapaz de segunda série, enquanto isso, a missa acontecia.

Dai aconteceu então. Na ponta de meu banco, alguem fez algo que empurrou alguém que esbarrou em alguém que resvalou nela que se agarrou em meu braço pra nao cair. Meu mundo parou ali. O leve toque de maos macias e leve fricçao feita contra minha pele. Seu olhar assustado com medo de cair ou esbarrar em algo. Seus labios querendo expressar um grito contido pelo local que nos encontrávamos. Seus cabelos se soltaram com o impacto e veio se jogando leve e suave, liso e castanho.

Voltei a mim. Curioso com o que havia acontecido perguntei a ela se estava bem, ela se desculpou e disse que sim, estava bem. A partir dali acabou. Meus pensamentos so pensavam naquele sorriso, naqueles olhos, naquele toque. Passei a observá-la pelo recreio, com quem andava, do que gostava, cruzei mais seu caminho sem dizer nada, mas apenas para ela me notar. Funcionava? Acho que nao. Ate prestei atenção em seu nome na chamada pra poder entao dar um nome àquela paixão platonica. E seu nome era Bruna Godoy.

Dois fatos marcaram bastante minha paixao por ela a partir daí. Proximo post será sobre eles.

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