No fim da estrada, Ana.

Levanta Ana, que o sol já está quase no meio do céu e você ainda se esparramando entre os lençóis. Pra quê fingir? A gente sabe que você não dorme há meses, essas olheiras e seus olhos inchados vivem gritando por ai que há problemas que só seu travesseiro sabe, ele pode até não contar o que é, mas nós sabemos que essa história se passa em noites em claro.  Então levanta Ana, que a vida às vezes é como um carcará, se você se finge de morta ela te devora. Levanta Ana.

O sol é mesmo, o céu também e as nuvens, embora distribuídas de formas diferentes, são as mesmas das mesmas e se repetem incansavelmente dia após dia. Você tem razão Ana, tudo está absolutamente igual e desmotivador, mas você precisa olhar para o céu menina. Um dia essas nuvens se cansam e desistem de nublar suas esperanças, ai um novo céu aparece e quem sabe seja possível sorrir de novo… sempre é. Então dê uma chance a tudo Ana, mesmo que de novo, você precisa voltar a acreditar. Acredita Ana.

Há pessoas ruins fingindo-se de boas, pessoas boas fingindo-se de ruim, e o plano para acabar com o mal não tem dado muito certo. Tem sido difícil ver tudo com tantas magoas né, garota? Os heróis e aliados agora estão praticamente impossíveis de se distinguir dos vilões, e tem você que já nem sabe mais o que é. Você é boa Ana, não se esqueça disso. Seja boa Ana.

Você queria não ter deixado de amar, mas não se culpe Ana, amores acabam. Amar os inimigos parece mais fácil se comparado a voltar a amar aqueles que por você já foram amados, mas algumas pessoas precisam ser amadas de novo e novamente. Razão? E que razão teria em um parágrafo que fala de amor, menina? Você precisa deixar de ser tão racional ou vai enferrujar. Ama Ana, ama.

Você não quer algumas coisas de volta, mas se pudesse voltar o tempo pediria para que elas nunca fossem interrompidas. O tempo não volta Ana, melhor seguir em frente e deixar que tudo adormeça, as dores adormeçam, você adormeça, que seu travesseiro seque, que a lua finalmente te veja dormir feliz, ou quase isso.

O problema é que você vive se guardando Ana, seus segredos, sonhos, sua vida… cospe fora o que te incomoda antes que apodreçam você. Você chora em silêncio, mas está na hora de olharem pra você e te verem, você já não pode guardar tudo isso porque, embora pareça, não cabe em você. Grita Ana, grita que eu vou te salvar.

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