Feliz Ano Novo

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Tem quase três meses completos que 2017 começou e eu ainda nem te desejei um bom ano. Olhando assim parece que estou bem atrasada, mas se a gente brasileiramente considerar que o ano só começa depois do carnaval, ainda estou no prazo.

Ainda dá tempo de dizer que lhe desejo o ano mais lindo da sua vida, porque eu sei o quanto você orou, esperou e desejou ele. Então, para passar por todos esses 365 dias eu te desejo amor. Em todos os lugares, de todas as formas e sabores para que ele transborde e se espalhe por quem estiver à sua volta.

Eu desejo que esse amor te dê coragem e fé pra que, mesmo quando a vida sair da trilha planejada você consiga sorrir. Que ele te dê força pra amar de novo, acreditar de novo, sonhar de novo, confiar de novo, e de novo, e de novo, enquanto houver fôlego em você. Que o amor dentro de você seja sempre maior que toda dor e todo medo que o mundo possa te causar.

Que você tenha várias pessoa para amar, mas que uma em especial você possa chamar de amor, não porque você precise, mas porque é bom ter alguém pra dividir a vida, as aventuras, os planos e confiar. Um amor não desses de filme, mas desses bem comunzinhos que provocam risadas, cócegas, brigas e enchem o coração e a vida de boas histórias. Amor do bom, sabe?! E se você não quiser um desses, ou não encontrá-lo, que você descubra que às vezes a gente chama nossos grandes amores/alma gêmea de amigo, irmão, pai, mãe, tia, primo e de muitos outros jeitos.

Desejo que o amor te incentive a dividir sua estrada com muitas e variadas pessoas. Vão te dizer para andar somente com os que te ajudam na sua caminhada, mas isso é bobeira. Não ande só com os que deixam sua trilha mais leve, ande também com pessoas que permitam que sua existência deixe o caminho delas mais fácil. Dar e receber, é por ai, entendeu?!

Eu desejo que quando a vida parecer difícil demais pra você suportar, o amor seja o primeiro a te encontrar. Que ele te mostre ou te leve a um porto, ou a vários deles, onde você possa ancorar o coração, os medos e a dor. Que no meio das tempestades exista alguém que te conheça bem o suficiente para lembrar o valor dos seus princípios que começam a parecer insignificantes debaixo de tanta chuva. Alguém que com amor segure sua mão e diga de onde você veio e pra onde você queria ir. Agora pode parecer meio avulso, mas tem hora que a gente esquece, porque parece que o mundo esqueceu da gente. Que o amor te salve nesses dias.

Eu desejo que você consiga transformar todo amor que for embora em uma mistura maravilhosa de carinho, respeito e gratidão. E se isso for demais, que você o transforme em preguiça e nada mais que isso. Independente do que você ou eles fizeram antes de irem, perdoe-os e se perdoe.

Não era pra ser um texto tristinho, mas relendo agora parece que ficou, né?! Bom, é porque o resto é fácil, é sorrir, é ter o que quer na hora que se quer, é beijar, é se divertir, é ser feliz, é não sentir vontade de chorar, é não ter hora pra chegar, é ter mil e um lugares para ir. Essa parte eu sei que você vai tirar de letra e nem vai precisar de mim do seu lado. Mas se algo der errado, porque a minha vontade de que dê certo não pode garantir que dará, eu quero que você se lembre de que com amor é possível recomeçar, encontrar significado no caos e até sorrir na tempestade. Então, se em algum momento você precisar de força, esse texto é pra te abraçar.

 

O choro é livre, ou quase.

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Você já ouviu alguém falando que queria voltar a ser criança? Eu já ouvi inúmeras vezes. Muita gente diz isso alegando que ser criança era mais divertido, a vida tinha menos preocupações e patati-patata. Honestamente eu não tenho inveja das crianças por quanto elas se divertem, mesmo que elas tenham mais tempo livre, ainda é possível se divertir depois que a gente cresce. Claro que o tipo de diversão muda, não dá mais para ser tão feliz em cima de uma beliche fingindo estar em um barco a deriva com a melhor amiga, mas que tem outras diversões, tem.

O que invejo em uma criança é poder chorar por uma simples razão: deu vontade. Já perceberam que criança chora por tudo? Vergonha, medo, porquê não achou o brinquedo que queria, por alguém falar alto com ela, porquê quer e etc. Elas simplesmente abrem a boca e choram, sem se preocupar com o julgamento dos outros, com o nariz vermelho ou ter que dar explicação.

Depois que a gente cresce não tem isso. A gente se policia pra não chorar em público, segura até chegar no banheiro, se ele tiver ocupado até chegar em casa, e se a casa estiver cheia a gente segura até a hora do banho, e se ele tiver que ser rápido a gente segura até o final de semana pra desabar.  Mas tem dia que o quê a gente queria era só chorar, sem ter que esperar nada nem se justificar. Por qualquer bobeira mesmo, porquê alguém falou mais áspero, porque nos culparam por coisas que não fizemos, porque aquela pessoa querida foi uma/um filho da puta, porque o pé está doendo dentro daquele sapato que era melhor não ter comprado. Porque ter comprado aquele sapato que machuca o pé. Porquê alguém comeu o chocolate que estava na geladeira, porque uma pessoa irritante resolveu marcar um almoço e estragou o melhor dia da semana.

Essa é uma das desvantagens de crescer, a gente internaliza aquela a frase “engole o choro” e engole mesmo.

Prelúdio

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Estava tentando lembrar-me de como e quando me apaixonei por você. Fui pega de surpresa ao descobri que há anos você vem me conquistando em todos os detalhes. Sabe aquela história de “já era amor antes de ser”? Estou com a impressão de que aconteceu com a gente e posso te dizer o porquê.

Há dez anos, eu me apaixonei pela sua capacidade de não fazer do nosso relacionamento uma bolha. Fiquei encantada pela sua forma de entender que o mundo e as outras pessoas são, ao invés de ameaça, um conjunto interessante e enriquecedor que precisamos manter por perto. Deixar as nossas portas abertas fez com que meus olhos voltassem para dentro e se prendessem a você.

Há oito anos, descobri que manter por perto alguém que não te desperta nada é tão exaustivo quanto insistir com quem não demonstra interesse. Foi ai que me apaixonei pela intensidade com que você corre para mim e me faz desejar correr para você. É isso que quero.

Há sete anos, me apaixonei pela forma que você confia em mim.  Sem reservas, sem medos, sem vírgulas.

Há seis anos, o modo como você acredita nos nossos sonhos e me encoraja a encarar os meus medos me fez querer ganhar o mundo.

Há cinco anos, me apaixonei pela calmaria que você é capaz de trazer e comecei a ter preguiça de tudo que decide entrar na minha vida como uma tempestade, mudando, invadindo, cobrando.

Há quatro anos, entendi que apego é consequência de estar junto, não um sinal de fraqueza e compartilhar é uma atitude para os de coração nobre. Foi aí que a forma como você sabe se doar, sem cobrar nada em troca, surpreendeu e fez meu coração querer sair do peito.

Então, depois que eu já estava completamente apaixonada por você, eu te conheci. Não, não foi por acaso. Presentes especiais como você não aparecem aleatoriamente, eles são dádivas. Deus ouviu meus pedidos insistentes e bondosamente me deu você.

Quando nos apresentaram, com um sorriso lindo você disse:

– Oi, tudo bem?

Eu podia ter fugido, fingido, desistido, voltado para casa, mas era tarde demais. Meu coração já era seu.

 

“É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor.”

Tom Jobim

Pra falar da rosa

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É só pensar em escrever alguma coisa aqui e você me vem a cabeça. Como se, involuntariamente, meus dedos começassem a digitar sobre você independente do assunto. Mas o combinado era que você não seria pauta e o motivo está na minha incapacidade de manter os olhos secos.

Mas como não falar de você, se você está nos meus traços, na boca grande _que todo mundo jura ser da minha mãe_ e no meu jeito ruim de ficar com raiva? Você está na minha vontade de chegar cedo em casa, nos meus planos pro futuro e por isso eu preciso falar de você.

Pra início de conversa seu nome é lindo! Não só ele, seu cabelo grisalho também é um charme. Lembra quando você tentou pintar ele? O produto deixou uma cor encardida ao invés de preto e foram semanas de brigas até te convencer a parar de usar. Espero que eles voltem a crescer logo e que essa cabeça, agora lisinha, se encha com simpáticos fios grisalhos.

E por falar em beleza, a textura das suas mãos é igualmente linda e me remete a um passado em que, nas pontas dos pés eu me esforçava para alcançar a água da torneira enquanto você ensaboava as minhas mãos. Lembro da pele espessa e meus olhos encantados com quanta espuma você conseguia fazer com o sabonete.

Desde aquela época você tem bigode. Contrariando todas as leis da probabilidade _ e dos meus desejos_ você nunca errou ele nenhum bocadinho que lhe obrigasse a tirá-lo por inteiro. Eu sempre quis te ver sem ele, só pra dar uma variada, sr. Pedro, mas você colocou preço no bigode, super inflacionado diga-se de passagem, e eu deixei pra lá essa história de lhe convencer a tirá-lo. Agora, sem se quer pedir a nossa permissão a cada sessão ele vai sumindo das nossas vista um pouquinho.

Mas mexeu com seu bigode, mexeu comigo. Então, essa luta não é só sua, é nossa. Não vai ser fácil, isso já deu para perceber, mas posso te contar um segredo? Nós venceremos porque o nosso Deus é maior que esse e qualquer outro problema.

Nossa casa vai voltar a ter voz, porque ultimamente ela anda calada demais. Parece que a gente simplesmente parou de conversar para ouvir o tempo passar. Vai passar sr. Pedro, vai passar e logo tudo voltará ao normal. Você vai entrar na sala, trocar o canal da televisão e eu vou reclamar. Você vai brigar porque eu estou dormindo no sofá com a televisão ligada. A gente vai voltar a comer porcarias no domingo e as gripes serão só pequenos resfriado.

Até passar a gente vai ter que aprender uma outra forma de lidar com a vida. E ela vai continuar sendo linda como sempre foi. Sr. Pedro, ou como minha mãe prefere te chamar, Minha Rosa, até isso tudo acabar fique bem por nós dois, pois enquanto daí houver sua respiração de cá eu me mantenho inteira.

Conversa de ponto

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Era uma quarta comum, na cabeça rolando o checklist das coisas a fazer durante o dia e uma vontade de não ter deixado os fones na agencia para ir ouvindo Beirut. Mas não usar fones tem lá suas vantagens, porque se existe um prazer em andar de ônibus esse é saber/ouvir/participar da vida alheia de maneira involuntária. Um deleite que os fones atualmente me roubam com certa frequência.

E quem vê a vida privada tornar-se pública nos transportes urbanos sabe que existem alguns fatores básicos que influenciam as boas conversas. Por exemplo, o ônibus não pode estar muito cheio ou muito vazio, ambas as situações inibem as pessoas falarem das suas histórias pessoais. E também, pontos de ônibus são geralmente lugares propícios a desfrutar da vida alheia que é conversada por telefones. E essa história está aqui para provar.

Quarta, talvez por falta do que ouvi, me peguei prestando atenção na ligação de uma mulher que, assim como eu faz parte dessa massa, que gira toda essa engrenagem e já sente o ferrugem lhe comer, esperava o ônibus.

Ela disse para alguém do outro lado da linha:

– Alô! Aqui é a Silvia, esposa do Alessandro.

Me peguei pensando qual seria o motivo de uma mulher ligar se identificando como esposa de alguém. Motivo banal, a menos que você não tenha nada para fazer além de esperar. Será que eIa iria pedir um favor, dizer que ele não ia trabalhar, contratar um serviço?

– Eu queria saber se você tem notícias do Alessandro. Não… ele não dormiu em casa e eu queria saber se você sabe me dar alguma notícia sobre ele. Se ele apareceu ai.

Cachorro, pensei na hora. Imaginei na hora o Alessandro e o vi embrulhado apenas em um fino lençol na casa na amante. Com certeza era alguma data especial para o casal de amantes e na calor da comemoração ele esqueceu de voltar para casa. Certeza. Se foi a primeira ez que ele fez isso talvez já estivesse acordado procurando uma desculpa; se é acostumado a fazer isso ainda estaria esparramado preguiçosamente com a outra, prometendo que ia tentar voltar o quanto antes.

– Ele deixou o celular em casa. Celular e carteira…

Minha imaginação deu um loop e pá, já sei. Os dois brigaram e o Alessandro saiu de casa. Infantil, imaturo, não sabe discutir um relacionamento e foge, abandona, vai embora. Foi isso que ele fez, ficou com raiva e saiu deixando tudo. Deve ter passado a noite com os amigos e dormido na casa de um primo. E agora Silvia está ai, ligando pra alguém que ela parece não ter a menor intimidade para perguntar do marido.

– É. Não a mãe dele não sabe também. Mas meu pai está lá em casa, foi pra lá pra se ele chegar.

Calma, a Silvia não se mostrava nenhum pouco preocupada. Estranho, o marido não dorme em casa e ela assim de boa. Talvez eles brigaram, ela perdeu a cabeça e fim, acabou com Alessandro. Coitado, pobre Alessandro, morrer em uma noite tão linda. Será que foi antes ou depois da chuva? Agora o coitado que foi um cachorro e depois imaturo era um pobre defunto que jazia em alguma cova rasa enquanto sua esposa tentava fazer a inocente. Pobre Alessandro, pobrezinho.

Silvia desligou o celular e quando eu, fingindo que ia arrumar o cabelo, olhei para trás ela guardava o celular na mala. Espera ai, mala? Silvia, culpada que era pela morte do Alessandro, estava fugindo da cidade. Alguém chame a polícia, precisam deter essa assassina. Pensei.

Passa um, dois, três ônibus quando cai a ficha: nenhum ônibus que passa aqui vai para rodoviária, pelo contrário, sentido oposto. Então o desanimo tomou conta porque provavelmente a história era bem mais simples. Alessandro provavelmente estava vivo, na casa de alguém e Silvia iria se vingar dormindo fora. Talvez também envolva a casa de um primo, será? Hum, se houver primo na história Alessandro está ferrado.

Meu ônibus passou e eu tive que me despedir de Silvia e Alessandro, poxa Alessandro, cadê a consideração por mim, me matar de curiosidade assim em uma quarta-feira? Podia ter ligado para Silvia, ela falaria alto de raiva de você e eu saberia o que aconteceu. Enfim, achei falta de consideração com a desconhecida aqui.

Algumas desrazões pra te ter aqui

d0ed5cc0e3f0548e01d54d82535c886bNão pelas vezes que me quis longe, mas por todas as vezes que se segurou pra não me ter perto. Não pelas vezes que desisti, mas por todas as infinitas vezes que me convenceu a tentar. Não por ter deixado de acreditar, mas pelas vezes que parecia possível. Não pela possibilidade de te ter um pouquinho, mas pelo fato de não poder ter mais que isso. Não pelo que poderíamos ter sido, mas porque, talvez, eu não queria ser mais que ‘só isso’. Não pela falta de coragem, mas pelo quanto já arriscamos. Não porque não haveria envolvimento, mas por você acreditar que alguém nesta história se apaixonaria. Não para compensar o que não foi, mas para gente não se arrepender depois. Não pelo mal que você poderia me fazer, mas por todo bem que eu lhe faria. Não pela minha falta de apego, mas pela sua capacidade de envolver. Não porque haja coerência, mas por todas as razões que inventei para te convencer. Não para provar algo, mas porque você poderia querer sem se preocupar com o resto. Não para ser pra sempre, mas para que haja lembranças. Não porque seja muito, mas por todos os pés que estão, em pares, solitários embaixo da mesa. Não porque seu abraço tem algo de bom e diferente, mas pelo meu direito de descobrir o que causa isso. Não por eu conseguir falar os maiores absurdos do mundo pra você, mas por mesmo assim você achar que eu sou um bom partido. Não porque você vá gostar de mim, mas pelo fato desta nunca ter sido minha preocupação. Não porque daríamos certo, mas por tudo indicar que não. Não pelo medo de você ficar, mas pela certeza de você ir. Não pela falta de planos, mas pelo medo de estragar sua felicidade. Não por que seja certo, mas pelo nosso direito de errar. Não porque eu seja um canalha, mas porque somos. Não porque ‘é bom demais pra ser verdade’, mas porque de repente pode ser. Não pelo pouco tempo que nos resta, mas justamente por ele estar ficando cada vez mais curto. Não porque o tempo voa, mas porque ele não volta. Não porque exista razão, mas porque já não importo com ela se você tentar.

Sobre quando meu mundo desaba

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Pra ler ao som de: There Is Something On Your Mind

Não sei se você já percebeu, mas meu mundo desaba religiosamente as terças e sextas-feiras por voltas das 18:40 que é quando, coincidentemente, você passa perto do meu trabalho e eu posso te ligar inventando alguma desculpa emergencial para te encontrar. Você faz um pequeno desvio na sua rota e em menos de 10 minutos meu telefone toca porque você já está na porta. Isso é o suficiente para meu coração querer chegar à calçada antes de mim e eu preciso contê-lo para você não perceber.

Nesses dias terminamos no parque da cidade, ouvindo blues e tomando sorvete dentro do seu carro. Enquanto você sussurra uma frase ou outra em inglês e finge arrumar meu cabelo, eu, sentada no seu colo, finjo que meu mal é tristeza e degusto, em uma lentidão proposital, cada pedacinho de chocolate do nosso sorvete de baunilha.

Você diz que descobriu o segredo para curar meus dias tristes, que sorvete é o que me faz bem. Eu fico rindo porque até a moça mal-humorada do drive-thur sabe que sorvete é só desculpa para eu ir parar no seu colo enquanto Big Jay McNeely dá o tom para o que futuramente irei chamar de lembranças. E só de imaginar que um dia nós seremos apenas isso, começo a desejar que haja mais terças e sextas na minha semana.

Inventar que só preciso de você para resolver minha vida e todos os problemas que finjo existir é mais fácil do que tentar entender tudo que sinto por você. É mais fácil dizer que essas mãos geladas são ‘só frio mesmo’, que tentar explicar como sua presença tem o dom de sacanear minhas atitudes, palavras e sensações.

Talvez por isso, eu sempre invento um problema novo e termino o dia no seu carro. Preocupado com o que está acontecendo você esquece-se de perguntar sobre gente e a gente vai indo da forma mais gostosa que já experimentei: com seu cheiro e sorvete de baunilha. Quem sabe qualquer dia desses, sem eu precisar usar nenhuma palavra, você se convença de que aquela história de ‘não se apegar’ era só coisa de quem tinha medo de acabar o expediente no seu colo, achando que este era o melhor jeito de terminar o dia. E ai talvez, esses dias virem passado sem que a gente deixe de ser presente.