O que esperava de 2013?

Dedos-cruzados

Sempre me pergunto durante a virada do ano,

O que mais me seria importante quando o próximo chegar,

Mas o mais interessante de todos as tentativas,

É que apesar de tudo não consigo acertar.

Teve ano que apostei que acharia o amor,

Poderia até ter achado caso nao tivesse sido dominado,

Por uma timidez que durou por muito tempo,

E que só terminou quando o momento certo era chegado.

Teve ano que apostei que seria um computador,

Mas foi uma promessa longíqua que nao se cumpria,

Mas isso nao me afastou dele, sempre estava lá,

Porém o ruim é que não o possuia.

Teve ano que apostei que entraria na faculdade,

Mas o vestibular havia me passado uma rasteira,

Mas tudo acontece, cedo ou tarde,

Entrei na faculdade sim, mas não de primeira.

Teve ano que apostei que estaria dirigindo,

Mas isso foi um caso a parte, uma particularidade,

Apesar de ter que fazer alguns retestes,

Só consegui essa façanha bem mais tarde.

Teve ano que apostei em casamento,

Outro plano que mais tarde se realizou,

Porque é uma via tribulosa, confusa,

Que só com o SIM se finalizou.

Ano passado apostei em um herdeiro,

 E não demorou dois meses a se confirmar,

Ja me deu um dos momentos mais felizes da vida,

E me mostrou que vale a pena apostar.

Everton Felipe

Conversa de ponto

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Era uma quarta comum, na cabeça rolando o checklist das coisas a fazer durante o dia e uma vontade de não ter deixado os fones na agencia para ir ouvindo Beirut. Mas não usar fones tem lá suas vantagens, porque se existe um prazer em andar de ônibus esse é saber/ouvir/participar da vida alheia de maneira involuntária. Um deleite que os fones atualmente me roubam com certa frequência.

E quem vê a vida privada tornar-se pública nos transportes urbanos sabe que existem alguns fatores básicos que influenciam as boas conversas. Por exemplo, o ônibus não pode estar muito cheio ou muito vazio, ambas as situações inibem as pessoas falarem das suas histórias pessoais. E também, pontos de ônibus são geralmente lugares propícios a desfrutar da vida alheia que é conversada por telefones. E essa história está aqui para provar.

Quarta, talvez por falta do que ouvi, me peguei prestando atenção na ligação de uma mulher que, assim como eu faz parte dessa massa, que gira toda essa engrenagem e já sente o ferrugem lhe comer, esperava o ônibus.

Ela disse para alguém do outro lado da linha:

– Alô! Aqui é a Silvia, esposa do Alessandro.

Me peguei pensando qual seria o motivo de uma mulher ligar se identificando como esposa de alguém. Motivo banal, a menos que você não tenha nada para fazer além de esperar. Será que eIa iria pedir um favor, dizer que ele não ia trabalhar, contratar um serviço?

– Eu queria saber se você tem notícias do Alessandro. Não… ele não dormiu em casa e eu queria saber se você sabe me dar alguma notícia sobre ele. Se ele apareceu ai.

Cachorro, pensei na hora. Imaginei na hora o Alessandro e o vi embrulhado apenas em um fino lençol na casa na amante. Com certeza era alguma data especial para o casal de amantes e na calor da comemoração ele esqueceu de voltar para casa. Certeza. Se foi a primeira ez que ele fez isso talvez já estivesse acordado procurando uma desculpa; se é acostumado a fazer isso ainda estaria esparramado preguiçosamente com a outra, prometendo que ia tentar voltar o quanto antes.

– Ele deixou o celular em casa. Celular e carteira…

Minha imaginação deu um loop e pá, já sei. Os dois brigaram e o Alessandro saiu de casa. Infantil, imaturo, não sabe discutir um relacionamento e foge, abandona, vai embora. Foi isso que ele fez, ficou com raiva e saiu deixando tudo. Deve ter passado a noite com os amigos e dormido na casa de um primo. E agora Silvia está ai, ligando pra alguém que ela parece não ter a menor intimidade para perguntar do marido.

– É. Não a mãe dele não sabe também. Mas meu pai está lá em casa, foi pra lá pra se ele chegar.

Calma, a Silvia não se mostrava nenhum pouco preocupada. Estranho, o marido não dorme em casa e ela assim de boa. Talvez eles brigaram, ela perdeu a cabeça e fim, acabou com Alessandro. Coitado, pobre Alessandro, morrer em uma noite tão linda. Será que foi antes ou depois da chuva? Agora o coitado que foi um cachorro e depois imaturo era um pobre defunto que jazia em alguma cova rasa enquanto sua esposa tentava fazer a inocente. Pobre Alessandro, pobrezinho.

Silvia desligou o celular e quando eu, fingindo que ia arrumar o cabelo, olhei para trás ela guardava o celular na mala. Espera ai, mala? Silvia, culpada que era pela morte do Alessandro, estava fugindo da cidade. Alguém chame a polícia, precisam deter essa assassina. Pensei.

Passa um, dois, três ônibus quando cai a ficha: nenhum ônibus que passa aqui vai para rodoviária, pelo contrário, sentido oposto. Então o desanimo tomou conta porque provavelmente a história era bem mais simples. Alessandro provavelmente estava vivo, na casa de alguém e Silvia iria se vingar dormindo fora. Talvez também envolva a casa de um primo, será? Hum, se houver primo na história Alessandro está ferrado.

Meu ônibus passou e eu tive que me despedir de Silvia e Alessandro, poxa Alessandro, cadê a consideração por mim, me matar de curiosidade assim em uma quarta-feira? Podia ter ligado para Silvia, ela falaria alto de raiva de você e eu saberia o que aconteceu. Enfim, achei falta de consideração com a desconhecida aqui.

Ode a Ansiedade – Grávido de 8 meses

 

 

 

Por mais que pouco falta, pouco resta,

Não estás aqui a aproveitar desse mundo,

Não estás a provar os belos sabores dessa festa,

Nem mesmo conheces o doce sabor de um segundo.

 

Existes, mas por mais que não se mostras,

Sabe-se que ali está somente na espera,

Por mais que ache que o mundo lhe dará as costas,

Verás que todos os instantes fazem parte de algo que se supera.

 

Não sei como és, com quem se parece,

Mas sei que algo importante nos liga,

Sei que a maior das minhas preces,

Está perto do dia de se ausentar de uma barriga.

 

Por mais que alguns me digam que falta pouco,

Mais longe parece que será o dia,

E fico parecendo aquele louco,

Com um misto de ansiedade e alegria,

 

O mundo está pronto para voce,

Mas não estás pronto para o mundo ainda,

Sua chegada será esperada por muitos,

E será a data para mim, de todas a mais linda.

 

 

Quando chove.

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Sempre que o tempo muda e começam as primeiras gotas de chuva alguém aponta um guarda-chuva e diz: pegue se proteja, não vá pegar um resfriado! – Não tem um guarda-chuva?! Então leve o meu e depois não se esquece de trazer de volta. – Ei mocinha calce suas botas, não me vá encher os pés de lama! Se a chuva é muito forte e o guarda-chuva resolve arrebentar os amarradinhos há sempre alguém que diz: fique, espere a chuva passar, eu aviso a sua mãe. Mas… logo hoje que esqueci as velhas botas de andar na lama, meu frondoso guarda-chuva negro (como o que vovô usava), alguém se esqueceu de gritar: – Ei garota volte aqui e pegue já seu guarda-chuva! – Ei garota volte aqui! Justamente hoje esqueceram de me dizer que o céu estava negro e haveria um grande temporal. Não me disseram para não sair de casa ou me pediram para ficar. E quando dei por mim… estava tão primaveril para dançar na chuva que manchei meu vestido branco com os salpicos desavisados de lama, enquanto um vento esnobe roubava as flores que enfeitavam meus cabelos. Eu não estava pronta para dançar! E desde já aviso que nem o conselho mais tolo me disse para dançar em meio ao temporal; principalmente sem minhas galochas, a frondosa capa amarela e meu imenso guarda-chuva. Em meio aos pingos tudo o que consigo pensar é que não quero sentar no asfalto úmido e encolher os joelhos, coloca-los grudados ao corpo e me recusar a levantar! Ou talvez eu queira. Mas, os pingos são fortes, o céu está negro e minhas costas doem… E se eu correr? Correr tão rápido que os pingos não poderão me tocar?! Mas eu abro meus olhos, estou completamente encharcada, minhas roupas pesam, minhas sandálias estão descoladas, meus olhos fixos em nuvens expensas que choram grossas lágrimas. Quero um guarda-chuva bem colorido e forte, capaz de suportar os ventos que se arremessam contra meu rosto. Quero dançar… um sorriso entregue a gotas calmas, cansadas… quero a minha chuva cotidiana, mansa, avisada, atrapalhando meu banho de sol, me fazendo reclamar de manhosa, embalando o meu sono de “ai como estou exausta hoje”. Abro os olhos, ainda cai o temporal…

 

 

Texto especial da Larissa Araújo para o blog.

Um Carnaval Fora de Série – FINAL

O SEGUNDO DIA: Pro segundo dia a coisa era a AABB, e fomos mesmo… Chegando lá o tiozão da portaria disse que estava meio cheio, mas ia encher mais, porém lorota, só encheu de pirralhos…Piscina atrativa e o Heglert acabou com a seqüência de derrotas dele, jogando contra o David… Depois todo mundo caiu na piscina… Claro que o pessoal mais preocupado com o cabelo, mas é a vida… Porém, no final todo mundo molhou mesmo o cabelo… Enfim…  Depois chegou a Lanuce e ficamos lá conversando… E pra variar quem estava lá no clube??? O Tiozão Faustão… E com seu som claro… Mas enfim resolvemos ir embora <<>>… NA ida quem vemos na avenida? As meninas da pizzaria… Elas passaram, voltaram e pararam, querendo chamar a atenção, mas não conseguindo, então voltamos pra casa e nos preparamos pra ir pra igreja a noite. 

Everton]Agora escrevendo de Goiânia…Mas voltando aos fatos antes que eu os esqueço…Pois é…Chegando na casa da Sirlene aquele auê pra arrumar logo porque ainda queriam ensaiar antes de começar a apresentação na igreja, dito e feito, um arruma cabelo aqui, porque não queriam molhar no clube, mas todo mundo molhou, e como todo mundo molhou…Todo mundo tinha que arrumar (Todo Mundo = Heglert, David e Chico) e então é claro, como o esperado (ou não) o último, porem não menos atrasado da turma foi o…Senhor David…Mas entre nós, todo mundo(os de cima) colaboraram né…Enfim…Chegamos na igreja na expectativa de tocar, mesmo sem ensaiar, o Heglert tendo por causa que não sabia como iria no baixo e o David tenso o a Lixoteria(Lixo + Bateria) e enfim, Chicão decidiu não cantar e ficou lá no fundo da igreja…Surprise…Isso aê…Uma surpresa pra nós…Nem a guitarra nem mesmo o baixo estavam afinados e lá vamos nós tentar afinar…Depois de uma árdua seqüência de tentativas conseguimos??? Muito meia boca, e desistimos porque já estava na hora do culto…Nervosismo tinha claro…Afinal, nossa primeira apresentação dentro de um tempão e sem ensaio…A Eveli estava nervosa daquele estado, Sirlene nem aí, Eu também não, era pra ELE, saísse como saísse a intenção era boa…E enfim…Chegou a hora…A igreja das vezes que fui nunca deu nem metade do que deu nesse dia…Todas as cadeiras lotadas e ainda gente em pé, como o Chicão(ambíguo) e tocamos nossas músicas louvando, dentre elas “Leva-me Senhor” “Família” “Luz do Mundo” e outras como “Ele Vem” e a versão com direito a Papapapapapáááá de “Celebrai com Júbilo ao Senhor”…Assim tocamos, a baixo dando sinal de que não pegaria bem, a bateria andando e eu e a Sirlene segurando e a voz da Eveli ecoando pela igreja junto a minha e dos outros cantores. Enfim, acabou o culto a Lanuce foi cumprimentar-nos e contar os comentários…Aí então que tiramos as fotos básicas juntos, as melhores ficaram com a Lanuce, e depois saímos pro Churrasco na casa da Sirlene…Passado isso fomos comer muito carne assada toda a galera e chegou o tão aguardado momento…Precisávamos de refrigerante, sim então fomos todos comprar, todos mesmo, daí inclusive o emergente casal Heglert e Lanuce…Enfim…Ele sentia que a hora estava chegando e claro, tínhamos que organizar a bagaça, porque estávamos todos inclusive o agente da PF(Polícia Fofoqueira) João Neto…Então, a Eveli mexeu os pauzinhos junto comigo, o Chico e o David mexeram os deles com o João Neto e enfim ele conseguiu o primeiro beijo com a Lanuce, e depois quando ia continuando eis que o agente da PF João Neto viu, e se o João viu, Paraúna assistiu…Inclusive a mãe ciumenta da menina…Sim sim sim… O João depois contou pra mãe ciumenta da Lanuce e a coisa não ficou tão feia a curto prazo, a curto só…Porém aproveitamos o churrasco depois e fomos dormir porque a segunda nos esperava…

O TERCEIRO DIA: O terceiro dia começa à tarde praticamente…O David e o Chicão reclamando que a Eveli estava amarrando as amigas e que achavam que iam terminar a viagem sem “conhecer” ninguém…A Eveli então decide ir à busca de presas pros meninos e quando sai qual a surpresa, ela já acha seis meninas em grupos e assim as meninas marcam pra conversar na praça, e entre as meninas estavam a conhecida da Eveli (Filha do Vice-Prefeito) e elas…Sim elas…As meninas da pizzaria…Enfim, os meninos foram pra praça conhecê-las, sim…Heglert, David e Francisco…E lá ficaram conversando um tempão, e depois na volta disseram que elas tinham marcado de ir na pizzaria à noite (era a única coisa que tinha pra fazer) e foram…Eu queria sair com a Eveli, mas ela não podia, então…Fui com eles…Pensei que logo ia ficar de vela…Era óbvio né…E fiquei, mas chego lá…Chegando lá na pizzaria elas estão lá conversando e as meninas eram Tatiele, Carol e Marianne(Se não me engano) e enfim…Conversamos muito…O Heglert fez o truque de distrair e trocar os copos, a meninas disseram que riram bastante do dia da Pizzaria e fomos todos pra pista de dança, que não dava pra dançar nada porque só tinha criança lá…O David, foi o primeiro a conseguir ficar com a menina dele, depois disso vi que era minha deixa, que era questão de tempo pros outros dois e fui embora, depois me contaram que o Heglert conseguiu convencer a Tati e o Francisco, depois de uma árdua e insistente luta, conseguiu ficar com a Carol…Eles chegaram todos felizes…O Charme Convencido é demais…E eu sou aquele que conquista a mesma mulher todos os dias então nem caí na farra deles não…Os planos pro dia seguinte, que seria o último, era acordar cedo e tirar foto no nascer-do-sol no Cristo de Paraúna…E foi o que tentamos fazer, mas por motivos de cansaço extremo não conseguimos…Não mesmo…Mas…Que venha o último dia…

O ÚLTIMO DIA(toda terça-feira e anexo a madrugada de quarta): O último dia prometia, porque a Sirlene disse que a noite seria boa e então Os Convencidos resolveram mexer os traseiros da cama e fomos subir o Cristo pra tirar foto e fazer algo heróico pro nosso grupo: Entalhar nosso nome na Pedra…Antes de subir claro, tirar fotos embaixo e enfim subimos…Fazendo muita graça, encontramos até Tucanos(David) e fomos pras pedras…Pra nossa surpresa quem vemos lá embaixo??? As meninas com suas amigas que acenaram pra gente e acenamos de volta e começamos a sessão fotos Convencidas…Daí entalhamos o nome onde deu pra entalhar, que por sinal ficou muito bom, valeu Davizete, e fomos tirar mais fotos ainda…Inclusive tentando subir no Cristo que foi maior comédia…Pra finalizar na descida com um martelo na mão e com um prego, começaram a dançar PODE MACETAR, vídeo que já está cotado como o mais visto do ano (MIGUEL) e enfim fomos pra casa…Pela tarde tocamos violão e os meninos saíram pra sorveteria com as meninas e suas amigas, porém graças à uma X-9 não identificada, Lanuce ficou sabendo que o Heglert tinha ficado com mais alguém após ela e foi ter uma papo particular com a Eveli…Eu tive que sair de perto né…É a vida…Mas a noite prometia a galera saindo pro Espetinho, porém graças a chuva, nada de espetinho…Fomos pra pizzaria…Os meninos receberam a mensagem de que as meninas queriam vê-los antes de irem embora  e depois foram(David e Chico), Heglert, eu, Lanuce, Sirlene, João e Eveli ficamos na pizzaria junto com a MÃE CIUMENTA DA LANUCE, que policiava pro Heglert não tentar nada contra a filha dela, depois eu comecei a conversar muito com ela, e ela virou nossa queria Tia Sonia, e conversamos bastante…Destaque pra briga David X Ridamar, sobre mulher ao volante, com a Eveli pondo fogo e o Heglert reiterando e apoiando o David…Mas no final teve direito até a um dedo do meio…Por fim fomos embora todo mundo…A Sirlene foi pra casa, mas nós queríamos mesmo é virar a madrugada, já que nosso ônibus saia às 07:20, com esses planos fomos pra rodoviária conversar…Lá o David não agüentou e cochilou…Dai fazendo graça eu disse: Vamos dar uma volta enquanto o David está aí?? E os meninos aceitaram e fomos…Demos uma volta no quarteirão enorme e na volta olho pra um portão semi-aberto e o que vejo??? Um cachorro que cada vez mais tava acelerando pro nosso lado…Saímos correndo e voltamos pra Rodoviária…Enfim, o David ainda estava dormindo e nós rimos até…Então tiramos a foto dele dormindo…E depois do Heglert que também não resistiu,  todos capengando de sono…Por fim resolvi fingir que estava dormindo também e fui tirar a foto…Tirei a foto e o Chicão também queria uma…Como tava todo mundo dormindo, fomos pra casa da Sirlene mesmo e lá ficamos até a grande hora, que foi o momento que quase perdemos o busão porque o celular do Chico não despertou, mas na correria conseguimos correr e garantir nossa viagem de volta…Se nossa vida tivesse trilha sonora, a desse momento seria: “Eu tive que ir embora, mesmo querendo ficaaaaaaaaaaaaaaaaar…” do Cidade Negra…Mas assim finalizou uma grande aventura Convencida na Paraúna da Luuuuuuuuuz…

 

Algumas desrazões pra te ter aqui

d0ed5cc0e3f0548e01d54d82535c886bNão pelas vezes que me quis longe, mas por todas as vezes que se segurou pra não me ter perto. Não pelas vezes que desisti, mas por todas as infinitas vezes que me convenceu a tentar. Não por ter deixado de acreditar, mas pelas vezes que parecia possível. Não pela possibilidade de te ter um pouquinho, mas pelo fato de não poder ter mais que isso. Não pelo que poderíamos ter sido, mas porque, talvez, eu não queria ser mais que ‘só isso’. Não pela falta de coragem, mas pelo quanto já arriscamos. Não porque não haveria envolvimento, mas por você acreditar que alguém nesta história se apaixonaria. Não para compensar o que não foi, mas para gente não se arrepender depois. Não pelo mal que você poderia me fazer, mas por todo bem que eu lhe faria. Não pela minha falta de apego, mas pela sua capacidade de envolver. Não porque haja coerência, mas por todas as razões que inventei para te convencer. Não para provar algo, mas porque você poderia querer sem se preocupar com o resto. Não para ser pra sempre, mas para que haja lembranças. Não porque seja muito, mas por todos os pés que estão, em pares, solitários embaixo da mesa. Não porque seu abraço tem algo de bom e diferente, mas pelo meu direito de descobrir o que causa isso. Não por eu conseguir falar os maiores absurdos do mundo pra você, mas por mesmo assim você achar que eu sou um bom partido. Não porque você vá gostar de mim, mas pelo fato desta nunca ter sido minha preocupação. Não porque daríamos certo, mas por tudo indicar que não. Não pelo medo de você ficar, mas pela certeza de você ir. Não pela falta de planos, mas pelo medo de estragar sua felicidade. Não por que seja certo, mas pelo nosso direito de errar. Não porque eu seja um canalha, mas porque somos. Não porque ‘é bom demais pra ser verdade’, mas porque de repente pode ser. Não pelo pouco tempo que nos resta, mas justamente por ele estar ficando cada vez mais curto. Não porque o tempo voa, mas porque ele não volta. Não porque exista razão, mas porque já não importo com ela se você tentar.

Um Carnaval Fora de Série – Parte 2

guardanapoO PRIMEIRO DIA OFICIAL: Foi um dia que se fôssemos resumir em uma palavrinha seria violão, porque nós tocamos violão pelo dia inteiro, seja tanto na área, quanto na porta da padaria, seja onde fôssemos, e ainda David conheceu a Convencida Eveli… Dessa forma cantamos muito e também foram cantados, meninas passando na porta e assoviando e coisas assim… Resolvemos fazer alguma coisa e o que veio na cabeça foi mesmo ir dar uma volta e talvez, muito provável, ir jogar sinuca… Dito e feito, primeiro bar com mesa chegamos e começamos a jogar…Eu super inexperiente só encaçapei uma bolinha, o resto estavam num duelo…O Heglert perdeu todas, o David ganhou todas…O Chicão saiu feliz e eu também… E quem tava lá??? O Faustão careca,e  claro com aquele seu carro e seu som chato anos 70…Bebemos nossa Coca e fomos de volta pra casa, antes uma gata passou na frente do bar e vimos que entrou em uma casa lá perto, passamos na porta umas tres vezes… Então estávamos a planejar o que fazer a noite, e a chave disso tudo foi a Lanuce, ela que conhecia as amigas certas para os meninos… Daí ela disse que era só chamar e marcar… Então todos empolgaram…E enfim, começaram os preparativos pra grande noite… Eu estava mais tranqüilo que eles, claro, mas eles estavam empolgados mesmo, porém um tempinho antes de tudo começar eis que surge um programinha pra fazer: Ir buscar a bateria. Mas quem foi foram o Heglert, Chico e David [David Escrevendo], Pois é…estávamos indo feliz buscar, quando cheguei lá na igreja pra pegar vi e pensei…” gente que bateria é essa ? não acredito que é essa bateria…Gente a bateria era um lixo ! Mas eu toco pra Deus, então não podemos reclamar, mas…ai que se engana, tivemos que voltar a pé da igreja até a casa da Sirlene, era perto, mais ou menos uns 7 kilometros, coisa que se fazia em 40 minutos, fizemos em 25, pois tínhamos um encontro marcado e confirmaríamos até as 22:00 hs, contudo chegamos em casa 22:15 hs, todas as meninas já tinham saído e ficamos com uma mão atrás e outra na frente…[Everton Escrevendo] Então o que fazer… Tinham deixado pra última hora então tínhamos duas opções: Espetinho, que conforme o tempo passava era menos possível, e Pizzaria, que acabou sendo o canal. Chegamos lá, mais de meia noite e enfim, começamos a pedir as coisas e olhando algumas “cocotinhas “ e conversando muito,

Porém agitada mesmo estava a boate, com dois meninos que estavam brincando de carrinho…Depois vem a agitação…Antes de ir embora, viram umas meninas em uma mesa então veio a idéia: Mandar bilhetinho…E o fizeram…Chamaram o garçom, muito gente boa, e depois escrevemos um bilhetinho pras meninas e pedimos pra ele entregar, enfim, elas receberam e começaram as risadinhas…Porém, a resposta foi que elas estavam indo o embora…O David grilou e falou também que não queria mais nada, porém elas não foram embora coisa nenhuma, demoraram e muito, fomos embora depois, depois que na mesa o Heglert derramou o copo no colo, o David ficou filando os caldos, depois de muito comentar e muito rir…E lembrar do Tutam…Então resolvemos ir embora, como sempre aquela brincadeira pra pagar a conta e enfim, fomos… Pra coisa ficar boa saímos da pizzaria e fomos rumo a casa da Sirlene, porém brincando muito, rindo alto e ainda por cima fazendo doidices como brincar de cavalinho sem camiseta…Estávamos falando tão alto que resolvemos ir pra Rodoviária conversar…E quando vamos pra lá quem vimos??? Sim, as meninas da pizzaria…Porém elas ficaram lá mais com medo ou sei lá o que, e só porque eu lembrei agora, o Faustão Careca tava lá Eating Like a Pig… Então as meninas ficaram lá olhando a gente de longe e a gente brincando muito com elas, mas enfim foram embora e resolveram subir no Cristo… E ao passar na porta da Prefeitura, logo após de impedir o David de mexer com duas meninas de moto, mas mexeu, vimos um cara com a roupa de vaqueiro toda branca (isso às 01:30) andando devagar indo e voltando… Daí virou o assunto, o Tiozão Fantasmão… Os meninos ficaram falando até, mas depois íamos subir no Cristo, mas mudamos de idéia… Resolvemos ir pra praça, e no caminho achamos um cachorro que tava zangado até com um gato lá na frente… O Heglert tratou de correr o mais pra cima possível, o David subiu em um quadro telefônico, e ficou lá em cima, o Heglert vendo subiu também e o David montou no poste… Depois desceu e foi logo pegando um tijolo… Os meninos estavam tão agitados que somente uma coisa os parou, além da incontinência do Heglert, que foi quando viram que uma viatura do GPT estava passando na avenida…Eles trataram logo de vestir camisetas e apertaram o passo…E põe apertaram nisso…Depois chegamos tentando ser discretos, mas quem disse que conseguimos??? Mas tentamos… Enfim fomos dormir a toda…

To be continued…