Sobre futuro, sorriso e você

Parei eu um dia para pensar na vida me veio uma ideia: Como nos imaginava no futuro? Ela é uma pessoa fabulosa. Nos conhecemos por acaso, o caso clássico de amizades em comum que no final leva a uma trombada ou um encontro de retas da vida que se encontram. Ela sempre foi sorridente e desde o começo sempre tínhamos o que conversar, nossos gostos batiam bastante e até mesmo sua vida passada dizia que estávamos predestinados a nos conhecer. Eu sempre passivo de boas amizades a aceitei em minha vida claro, mas não porque estava com carência de amizades ou desesperado pra despejar confissões para alguém, e sim porque sempre tive o dom de gostar de ouvir as pessoas, e ela tinha uma papo fantástico. Gostava de ouvi-la conversar, suas longas histórias, suas distopias, suas ambiguidades e até mesmo suas falhas. Algo nela me atraia pra estar perto dela, era como um troféu poder apresentá-la pros meus amigos do tanto que falava sobre ela. E meus amigos se tornavam amigos dela de tal forma, que me agradeciam por ter apresentado a ela, alguns a faziam de confidente já no primeiro encontro, outros levavam dois ou três, mas não tinha quem resistia aquele charme de fazer uma pergunta alegre e sorrindo. Até mesmo sua ironia era puramente encantadora, de forma que não deixava de fora nem mesmo quem não entendia suas piadas internas, pelo contrário, ela agregava todo mundo e sabia o momento correto de fazer uma transição de assunto. Era a maestrina dos ganchos. Sabia com sua habilidade única ligar uma conversa envolvendo talibãs para o novo filme do Shrek. E falando em filmes, que boa companhia para a sala escura e cheirando a manteiga derretida que era o cinema. Sabia brincar de silêncio muito bem, mas era melhor ainda quando estava lá ligando comentários a pessoas do meio, que mesmo não nos conhecendo caía na gargalhada contida, com um leve medo de incomodar a tia gorda sentada na fileira de trás. Era graciosa quando o filme era drama, medrosa quando tinha filmes de zumbis, mesmo que fossem comédias, mas tinham zumbis oras. E sempre depois sabia ter o voto de Minerva para onde seriam os encontros. Gostava de boliche, mas não sabia dizer não pra um barzinho social ou um Pit dog que ficava em qualquer canto da cidade. Moderada em tudo o que fazia, só não moderava na arte de encantar, solucionar problemas, mesmo que ela não tivesse nada a ver com eles e de convencer as pessoas do seu ponto, não sendo xiita, mas sendo sorridente. 

E eu imaginava que sim, iríamos mudar não porque somos voláteis, e sim porque a vida continua e nos coloca pequenos desafios que são capazes de nos tornar guerreiros fortes o suficiente para poder fazer cada vitoriazinha se tornar um final de campeonato. Imaginava uma mesa gigante de shopping ou restaurante com umas 15 pessoas reunidas contando como foram as férias, algumas trocando experiências de maternidade e paternidade, um casal recém-casado e alguém em um notebook falando via Skype mesmo, porque estava estudando no exterior e você chegava por último, de uma forma assim como só você sabe, atraindo a atenção pra si com aquele sorrisão, agora sem aparelhos, e dizendo que tinha se esquecido da reunião, com aquele olhar de quem está fazendo uma piada e entregando que a culpa na verdade foi de sua baliza mal feita. Depois de um longo abraço em todos vai se preparar pra ouvir cada conversa nova que você havia perdido e como sacrifício por todos, coloca seu Smartphone em cima da mesa, pra mostrar total atenção pra todos que ali estão. Todos querem sua atenção, fazem perguntas e você aproveita o momento pra ficar roubando batatas fritas enquanto chama as pessoas por apelidos antigos. Ninguém se sente desamparado, você sabe gerenciar historias e sabe aconselhar de uma forma como quem parece estar brincando de falar sério. A noite se passa de forma super divertida e aos poucos as pessoas vão indo embora… Seu smartphone toca e você vê que sua hora chegou, atende, sorri e começa a se despedir de todos que ali estão e sem esquecer de agradecer a todos por terem ido, dizendo que se divertiu bastante e que tem que acontecer mais vezes. E la vejo você indo embora, quando chamo seu nome pra ultima foto da noite, você então vira e faz pose, segurando aquela bela barriga de uma grávida de 8 meses… Esperando uma Morena Linda que vai te matar de paixão…

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